O que é Voluntariado?
Melhorar a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade, mobilizando o Poder da Humanidade, é a essência da missão da Cruz Vermelha. Enquanto instituição humanitária de carácter voluntário, o voluntariado constitui o seu alicerce fundamental e a força motriz de toda a sua ação.
O voluntariado integra um dos sete Princípios Fundamentais do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, formalmente adotados na XX Conferência Internacional de 1965 e reforçados pelas recomendações da XXV Conferência Internacional de 1986. Estes princípios orientam a atuação da Instituição, garantindo uma intervenção humanitária baseada na solidariedade, imparcialidade e respeito pela dignidade humana.
Enquanto expressão de uma cidadania livre, plena e solidária, o voluntariado assume um papel estratégico na Cruz Vermelha, devendo estar integrado nas áreas de intervenção consideradas prioritárias. Ao promover o espírito do voluntariado, a Instituição convida cada pessoa a fazer a diferença, a ser parte ativa da solução, tanto a nível local como global, demonstrando o impacto positivo da ação individual na construção de um mundo mais humano e solidário.
O voluntariado na Cruz Vermelha caracteriza-se por ser uma atividade orientada para o apoio às pessoas vulneráveis e às suas comunidades, motivada pela livre vontade, sem fins lucrativos ou pressões de natureza social, política ou económica. É desenvolvido no âmbito das Sociedades Nacionais reconhecidas e constitui uma mais-valia para a Instituição, ao trazer novas competências, ideias, energia, entusiasmo, disponibilidade e motivação para a ação humanitária.
Ser um voluntário
As oportunidades de participação voluntária variam consoante os serviços e as ações desenvolvidas pelas Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho em todo o mundo. As possibilidades apresentadas correspondem a cenários ideais, podendo o seu grau de acessibilidade variar de acordo com o contexto e as realidades locais.
A prática do voluntariado está sempre integrada em programas e não constitui um fim em si mesma, mas antes um instrumento essencial para responder às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade. O seu desenvolvimento deve estar alinhado com os programas institucionais, através de uma participação ativa na identificação de problemas e na construção de soluções, assente num diagnóstico rigoroso de capacidades e vulnerabilidades.

